Passado e Presente de Dois Córregos - SP

O Que é o Radioamadorismo

“O RADIOAMADORISMO É UM HOBBY CIENTÍFICO COM DIVERSAS MODALIDADES. O RADIOAMADOR É A PESSOA QUE PROCURA MANTER FUNCIOANDO UMA ESTAÇÃO DE RADIOCOMUNICAÇÃO, ORA PARA COMUNICADOS E CONVERSAS INFORMAIS BEM COMO PARA CONCURSOS E COMPETIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS. ALÉM DOS “BATE-PAPOS” E CONTESTES, O RADIOAMDOR PODE AUXILIAR AS AUTORIDADES DE DEFESA CIVIL NAS SITUAÇÕES DE RISCO E CALAMIDADES PÚBLICAS, LEVANDO AS COMUNICAÇÕES AOS MAIS LONGÍNQUOS RINCÕES”

1) PONDERADO - O Radioamador é ponderado e atencioso e jamais usará sua estação para prejudicar a atividade dos demais;

2) LEAL – O Radioamador é leal e oferecerá sua lealdade, encorajamento e apoio aos seus companheiros, ao seu clube local e à sua entidade que o representa em seu país;

3) PROGRESSISTA – O Radioamador é progressista e manterá sua estação sempre atualizada tecnologicamente, conservada e bem instalada e operando com eficiência;

4) AMISTOSO – O Radioamador é amigo e paciente com os demais colegas, principalmente se forem iniciantes. Aconselha e auxilia os principiantes. Presta assistência e colaboração. Considera e coopera com o interesse alheio. Estas são as características do espírito do radioamadorismo;

5) EQUILIBRADO – O Radioamador é equilibrado. O rádio é seu passatempo e ele nunca permitirá que o seu hobby interfira em quaisquer de seus deveres e obrigações domésticas, profissionais, escolares ou para com a comunidade em que vive;

6) PATRIÓTICO – Sua estação e o suas habilidades sempre estão disponíveis para prestar serviço ao seu país e sua comunidade.

O Radioamadorismo é um hobby democrático, que não tolera discriminações sociais, raciais ou políticas. Pouco importa para o Radioamador se seu colega do outro lado não compartilha das mesmas crenças ou orientações políticas e muito menos se ele é de uma ou outra raça. O radioamadorismo forma uma imensa comunidade mundial onde as diferenças não existem e o que importa é que todos tenham o mesmo interesse comum.







23 de set de 2015

Entenda porque muitas vezes uma estação bacaba não consegue chegar em lugar nenhum

Cabos, conectores, frequências e antenas no topo do edifício.
Depois de algumas conversas, discussões e em alguns casos até mesmo brigas, chega o grande dia de fazermos o projeto para a tão sonhada antena no telhado do prédio.
Rádio novo e de marca bacana, acoplador, wattímetro, switch box para várias antenas, antena de marca conceituada... Temos tudo, certo? Errado.
O mais óbvio certamente já temos, mas o que importa tudo isso se não ouvimos ninguém e ninguém nos ouve?
Se pretende irradiar em HF, tudo bem. Perdas nos cabos são aceitáveis até mesmo nos modelos mais baratos do mercado já que quanto menor a frequência menos significante é a perda. A economia no valor de cabos de transmissão em estações que irão operar em HF pode ser absorvida, mas já nos 2 metros e nos 70 cm nem sempre é assim tão fácil. Paradoxalmente a maioria dos radioamadores aqui no Brasil começa no hobby em VHF que se não tiver alguns cuidados técnicos o resultado é muito abaixo do esperado.
Suponha que você more no 10 andar de uma torre de 20 andares. Quanto deverá comprar de cabo para ligar a saída de seu rádio até a antena instalada lá em cima ?
Numa conta aproximada encontramos o seguinte:
Para cada andar (de laje a laje) que deverá vencer considere 3 metros de cabo.
Do ponto de descida até o seu apartamento uns 8 metros.
Da antena até o cabo de descida mais uns 8 metros.
Pronto. Podemos ter uma idéia do total.
30 metros de cabo de descida mais 16 metros entre antena e estação. Encontramos 46 metros de cabos. Uma boa prática é adotar alguns metros a mais para tentar contornar alguns problemas que aparecerão. Que tal mais 5% de cabo? Ok, então temos uns 48 metros. Para arredondar encomendamos os 50 metros de cabo.
Muito bem, vamos contar agora alguns conectores usados para ligar tudo:
Entre a antena e a caixa de comutação de antenas lá em cima, são 2 conectores PL259. Da caixa de comutação de antenas até o cabo de descida, 1 conector. Do cabo de descida até a régua de distribuição dentro do shack, outro conector. Da régua até o wattimetro/medidor de estacionárias, mais 2 já que provavelmente você construíu um pigtail para ligar da régua até o wattimetro. Do wattimetro até o acoplador, mais 2 e finalemente do acoplador até o rádio, mais 2 conectores.
Muito bem temos até agora 10 pontos de inserção feitos com conectores PL259. Ouvi um colega dizer que a perda em cada conector é da ordem de 0,5 dB até 300Mhz sendo que acima disso pode facilmente chegar a 1 dB. Se essa informação for verdadeira já que pode variar enormemente de marca para marca, esperamos uma atenuação de 5dB no total dos conectores para a frequência de VHF.
Ao usarmos o cabo RG58 que um dos mais baratos soma-se aí mais 8,33 dB de atenuação apenas nos 50 metros de cabo. Porém, adotando o RG213 a queda é de 4,6dB.
Considere então para uma estação de VHF com as condições descritas, a perda é de 13,33 dB ao usar cabos RG58 ou 9,6 dB se usar RG213.
Mas o que significam efetivamente essas perdas?
De forma simples e direta:
A cada 3 dB de ganho, sua potência em watts dobrou.
A cada 3 dB de perdas, sua potência em watts reduziu pela metade.
Agora se perdeu 6dB, terá metade da metade em perdas.
E se ganhou 6 dB, é o dobro do dobro na potência irradiada.
Estime o dobro dessas perdas em estações UHF. A frequência sendo maior se mostra mais sensível nessas perdas nos cabos e pontos de inserção. Ou seja, em UHF a perda nesse cenário usando cabos RG58 pode chegar a 26,6 dB (por isso não têm QSO no simplex em UHF????) e se usar o cabo RG213 uns 19 dB de perdas.
Conclusão e dicas finais:
1- Evite o uso de instrumentos de monitoria durante os QSO. Se você gosta de ver VU balançando arrume um screen-saver para tela de seu computador ou procure algum vídeo com essa imagem. Instrumentos de medida não é a mesma coisa que instrumento de monitoria.
2- Se não vai usar o acoplador de HF ao modular em 2 mts, retire da linha de transmissão.`
2-Evite o uso do PL259. Se puder troque TODOS os conectores pelo tipo N que têm uma perda muito menor que os PL259 erradamente chamados de conectores UHF.
3- Seja moderado com os excessos de cabos entre a antena e seu rádio.
Finalmente esteja certo que se gastou metade do valor do rádio numa fonte e a outra metadade em cabos e conectores de qualidade sua estação será muito boa.
Também não se surpreenda que em muitos casos operar em UHF com uma pequena antena direcional de três elementos da janela do seu apartamento e com um pequeno cabo LMR-240 entre o HT e a antena, o resultado fica muito melhor que a antena "lá de cima".

DE PU2SRZ Silvio Pinheiro