Passado e Presente de Dois Córregos - SP

O Que é o Radioamadorismo

“O RADIOAMADORISMO É UM HOBBY CIENTÍFICO COM DIVERSAS MODALIDADES. O RADIOAMADOR É A PESSOA QUE PROCURA MANTER FUNCIOANDO UMA ESTAÇÃO DE RADIOCOMUNICAÇÃO, ORA PARA COMUNICADOS E CONVERSAS INFORMAIS BEM COMO PARA CONCURSOS E COMPETIÇÕES NACIONAIS E INTERNACIONAIS. ALÉM DOS “BATE-PAPOS” E CONTESTES, O RADIOAMDOR PODE AUXILIAR AS AUTORIDADES DE DEFESA CIVIL NAS SITUAÇÕES DE RISCO E CALAMIDADES PÚBLICAS, LEVANDO AS COMUNICAÇÕES AOS MAIS LONGÍNQUOS RINCÕES”

1) PONDERADO - O Radioamador é ponderado e atencioso e jamais usará sua estação para prejudicar a atividade dos demais;

2) LEAL – O Radioamador é leal e oferecerá sua lealdade, encorajamento e apoio aos seus companheiros, ao seu clube local e à sua entidade que o representa em seu país;

3) PROGRESSISTA – O Radioamador é progressista e manterá sua estação sempre atualizada tecnologicamente, conservada e bem instalada e operando com eficiência;

4) AMISTOSO – O Radioamador é amigo e paciente com os demais colegas, principalmente se forem iniciantes. Aconselha e auxilia os principiantes. Presta assistência e colaboração. Considera e coopera com o interesse alheio. Estas são as características do espírito do radioamadorismo;

5) EQUILIBRADO – O Radioamador é equilibrado. O rádio é seu passatempo e ele nunca permitirá que o seu hobby interfira em quaisquer de seus deveres e obrigações domésticas, profissionais, escolares ou para com a comunidade em que vive;

6) PATRIÓTICO – Sua estação e o suas habilidades sempre estão disponíveis para prestar serviço ao seu país e sua comunidade.

O Radioamadorismo é um hobby democrático, que não tolera discriminações sociais, raciais ou políticas. Pouco importa para o Radioamador se seu colega do outro lado não compartilha das mesmas crenças ou orientações políticas e muito menos se ele é de uma ou outra raça. O radioamadorismo forma uma imensa comunidade mundial onde as diferenças não existem e o que importa é que todos tenham o mesmo interesse comum.







10 de abr de 2010

Região terá encontro de Radioamadores

Acontecerá amanhã dia 13 na Pousada do Sabiá, na cidade de Brotas, o encontro de radioamadores, seguido de um almoço de confraternização em comemoração ao 36° aniversário da fundação da RODADA DA SIMPATIA costumeiramente ouvida na freqüência de 7.087 HKZ. Nos 40 metros. Surgiu em meados do ano de 1972 num bate-papo descontraído entre amigos Nestes tempos modernos de celular, emails, Messenger e Videoconferências, ainda muitos preferem se comunicar através das ondas do rádio, já que neste meio de comunicação não dependem de operadoras ou provedoras. Muitos ainda desconhecem o trabalho realizado por estes grupos de amigos os radioamadores que são conhecidos por siglas, até mais do que pelos nomes, e essa é apenas uma das características de uma classe, que mais parece uma irmandade cujo objetivo é o simples ato de comunicar-se, de preferência com o lugar mais longe possível. Entre eles a competições onde vence quem falar com o maior número de pessoas num determinado espaço de tempo ou quem fizer contato com o país mais distante. Além destas conversas, o trabalho realizado por estes amigos é surpreendente, ajuda e socorros, normalmente ocorrem, por serem capazes de fazer contato nos lugares mais remotos, são considerados equipes de reserva da Defesa Civil e das Forças Armadas.
Eles são acionados para ajudar em calamidades públicas como grandes enchentes ou em grandes acidentes como o ocorrido em Nova York, em 11 de setembro com o atentado as torres gêmeas, onde todas as comunicações foram destruídas e somente com a ajuda dos radioamadores foi possível o salvamento das vítimas, já no Brasil o acidente com o Airbus da Gol, também teve a ajuda desses amigos, já que a primeira comunicação após o acidente foi feita por um radioamador, possibilitando assim o socorro. Apesar de ser difundida mundialmente, e de contar com adeptos famosos como o rei espanhol Juan Carlos e a atriz americana Priscilla Presley, a comunicação via rádio ainda é desconhecida da grande maioria das pessoas. Por isso, associações de radioamadores do mundo inteiro se esforçam para apresentar esta tecnologia aos mais jovens. Uma das ferramentas mais eficazes tem sido o contato com astronautas. A organização brasileira Amrase, ligada à NASA, já promoveu quatro bate papos de estudantes brasileiros com tripulantes da ISS. O último, em 2006, contou com a presença no espaço do astronauta Marcos César Pontes, que em visita aos estúdios da Rádio Cultura Regional, relatou esse fato, logo após seu retorno a Terra. Em nosso município tudo se iniciou com uma lei de nº517 de 22/04/1965 publicada no Jornal O Democrático de nº1802, do então prefeito Osvaldo Casonato, difundindo o radioamadorismo em Dois Córregos, e os primeiros a fazerem parte deste grupo foram o saudoso amigo Dr.Antonio João de Camargo Junior PY2DRG que foi o 1º e o Dr. José Leopoldo Barros Nogueira que possui prefixo PY2DZD 2º radioamador da cidade. Nogueira como é conhecido reside na cidade desde 1962, ainda atuante é mantenedor e divulgador de um museu na cidade que tem o nome de. Do Telégrafo a Internet., onde está em exposição vários objetos antigos ligados à radio comunicação, inclusive, objetos estes que foram usados em batalhas, entre elas, a Guerra do Vietnã e outras. O museu foi montado no andar de cima do prédio dos Correios, já que, ainda, não pode contar com um espaço próprio para exposição dos objetos, e por tal motivo a visitação só pode ser realizada durante a semana no horário de funcionamento da agência. Mas consta o desejo de todos os radioamadores do município, incluindo o Senhor Nogueira de se preservar o museu, obtendo outras peças e ainda, ter um local, próprio, que possa ser usado para exposições, palestras, visitas e encontro dos adeptos de todo o Brasil, já que o intuito dos radioamadores não é tão e somente as conversas pelo rádio mais sim a divulgação deste meio de comunicação, aos jovens e aqueles que ainda desconhecem o radio amadorismo.
Na foto minha participação e os amigos Paulo e Fernando de Jau e o amigo Julio de Dois Córregos.













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Matéria que saiu no Jornal O Democrático em 12 de Julho de 2008

9 de abr de 2010

SP tem postos de arrecadação de donativos para vítimas da chuva no RJ

Supermercados, rodoviárias e estádio de futebol recebem doações.Alimentos não perecíveis e produtos de higiene são mais necessários.Os paulistanos que querem ajudar as vítimas da chuva no Rio de Janeiro podem levar donativos para alguns postos na capital paulista. Eles são recebidos nas lojas da rede de supermercados Walmart, nas rodoviárias do Tietê e da Barra Funda e no estádio do São Paulo, o Morumbi.Na rede de supermercados, o sistema de som incentiva os clientes.Estamos arrecadando doações para auxiliar os moradores das áreas afetadas pela enchente no rio de janeiro. A rede já doou 50 toneladas de alimentos e produtos de higiene,e colocou postos para receber donativos nas lojas.O estádio do São Paulo também começou uma campanha de arrecadação. “Poderia estar acontecendo com a gente. Então a gente procura ajudar um pouquinho” contou a dona de casa Maria Teixeira Gonçalves, uma das doadoras.
Tudo o que chega é imediatamente separado pelos voluntários e colocado em um caminhão. Depois de cheio, o veículo segue diretamente para a Defesa Civil do Rio de Janeiro.As doações mais necessárias são alimentos não perecíveis, leite em pó, água mineral, fraldas, produtos de higiene - como sabonetes e pasta de dentes –, roupas de cama e banho e colchonetes.
“A gente arrecadou nas ultimas vezes mais ou menos 300 toneladas. Então a gente deve estar esperando algo parecido já que o povo brasileiro é bem solidário”, afirmou o coordenador de marketing do time do São Paulo, Paulo Cruz.
Fonte: G1.Globo.com

8 de abr de 2010

Twitter das antigas

No 'Twitter das antigas', radioamadores se mobilizam por vítimas da chuva
Rede de voluntários usa rádio para informar sobre desastres.
Grupo está de plantão em função das chuvas fortes no Rio de Janeiro.

A mobilização para a troca de informações vista recentemente em espaços da internet como o Twitter ocorre também pelas ondas de rádio. Em casos de desastres como o que atinge o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira (5) e o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, radioamadores transformam as freqüências utilizadas diariamente para bate-papo em canais de alerta para ajudar quem precisa. Na noite desta ultima quarta-feira (7), cerca de dez radioamadores estiveram em Niterói ajudando na comunicação com os órgãos de resgate depois do deslizamento. A rede também trabalhou no contato com os hospitais do Grande Rio. O radioamadorismo é praticado no Brasil e no mundo desde os primeiros anos do século XX, com vocação para atuar como um serviço de utilidade pública. Em 2001, foi criada no país a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), subordinada ao Ministério da Integração Nacional e à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Formada por radioamadores voluntários, a rede pode ser convocada para ajudar o poder público como um canal de comunicação em situações de emergência ou calamidade pública. Neste caso as chuvas fortes que já provocaram a morte de mais de cem pessoas no estado do Rio, não houve convocação do estado nem do município, porque o trabalho da Rener é suprir a comunicação, na falta das redes essenciais como telefone e internet, explica Vitor Vidal, coordenador da rede para o estado do Rio de Janeiro.
Mesmo sem o chamado oficial, um grupo de radioamadores do Rio está de plantão na freqüência da repetidora do Sumaré (146.950 Mhz), aguardando informações de outros radioamadores para comunicar qualquer problema à Defesa Civil. Se um radioamador passa em um lugar com sua estação móvel e vê alguma ocorrência, ele entra naquela freqüência e comunica essa rede. A rede, então, entra em contato com a Defesa Civil, exemplifica o eletricista de 32 anos. De plantão desde a noite desta terça-feira (6), cerca de 10 radioamadores aguardam chamados de outros 120 voluntários da Rener ou de qualquer um dos cerca de 5 mil radioamadores do Rio. Sempre tem alguém ligado. Se não tiver nenhum chamado de emergência, a freqüência é usada normalmente, para o bate-papo, a conversa eventual, diz Vidal. Até a tarde desta quarta-feira (7), a ocorrência mais significativa tinha sido um alerta à Defesa Civil do Rio sobre uma piscina poderia cair em uma área de risco na zona norte, depois do contato de um radioamador que mora na região. Com o deslizamento da noite em Niterói, o trabalho da rede foi reforçado. Assim como Vidal, o técnico em informática Marcelo Esteves Freire, de 45 anos, reserva parte de seu tempo às conversas via rádio. Nesta quarta-feira, ele levou sua estação móvel – seu Passat azul equipado com aparelho de rádio e uma super antena – para o Aterro do Flamengo, atrás de informações sobre as conseqüências da chuva. Vou todos os dias para o aterro, de onde me comunico com as pessoas. Nesses dias de chuva, o pessoal está falando menos, para dar espaço a qualquer informação importante que possa ser passada para os outros, relata Freire.
























'Foi desesperador'
Diz radioamador que ajudou nos resgates em Niterói .
Os momentos que sucederam o deslizamento que atingiu o Morro do Bumba, em Niterói, foram de desespero e também de solidariedade. Ao saber que dezenas de casas haviam sido soterradas no local, um grupo de radioamadores se mobilizou para comunicar as equipes de resgate o quanto antes. Segundo o segurança Márcio Araújo Ribeiro, de 31 anos, eram cerca de 20h30 quando um radioamador que mora no morro deu um sinal de alerta via rádio. "Ele entrou totalmente em desespero. Tinha um amigo que estava com a família soterrada. As pessoas estavam gritando embaixo dos escombros". Ribeiro, diretor de Ensino e Radioamadorismo da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão do Rio de Janeiro (LABRE-RJ), contou que estava na ponte Rio - Niterói, voltando para casa depois de um curso, quando recebeu o alerta no rádio. Desde terça-feira (6) à noite, um grupo de radioamadores voluntários está de plantão para auxiliar na comunicação entre a população do Rio e os órgãos públicos.
Imediatamente, acionamos outros radioamadores. Cerca de 10 foram para a região. Dividimos-nos – um ligou para os bombeiros, outro para a Defesa Civil, outro para a Polícia Militar, assim por diante, disse.
No caminho, Ribeiro avisou duas viaturas da polícia que tinha informações sobre um deslizamento em uma área de risco. Ao chegar ao local, ficou chocado com o que viu: "Foi desesperador. Estamos radioamadores voluntários acostumados com situações de emergência, mas como aquilo eu nunca vi. Além das casas soterradas, chamou a atenção de Ribeiro um automóvel de cabeça para baixo. "Um morador me mostrou onde estava o carro antes do deslizamento. Era uma distância de uns 250 metros, no mínimo. Ali, eu vi a dimensão da tragédia", recordou. Ribeiro acompanhou o resgate – feito, em grande parte, pelos próprios moradores, durante boa parte da noite e se envolveu emocionalmente com a situação das famílias: "A gente que é pai fica muito impressionado, especialmente vendo as crianças presas pelos braços, pelas pernas, nos escombros. Cada vida resgatada é uma vitória".

Cenário de guerra

Márcio Chehab, de 35 anos, também foi ao local depois de ser avisado pelo colega radioamador sobre o deslizamento. Chegou ao morro às 21h e só voltou para casa às 5h. "O cenário era de guerra. Bombeiro gritando pedindo maca, tirando feridos dos escombros. Moradores carregando os vizinhos nos ombros, colocando dentro dos próprios carros para levar para um hospital”, Chehab, que trabalha com manutenção de equipamentos eletrônicos, ajudou chamando ambulâncias de hospitais da região e manteve contato com radioamadores em diferentes cidades. "Tinham pelo menos mais uns 20 radioamadores, além dos 10 que estavam no local, em suas casas, ajudando com infra-estrutura de internet, telefone", relatou. Ainda na madrugada, eles imprimiram imagens da ferramenta Google Earth para ajudar os bombeiros a ter noção do estrago provocado pelo deslizamento. "Na hora, não tinha como ter idéia do tamanho da destruição. Uma parte do morro sumiu, e com ela as casas que estavam ali". O radioamador também ressaltou o esforço dos voluntários em ajudar no resgate. "Os moradores estavam usando baldes para tirar os escombros, qualquer coisa que encontrassem pela frente, para tentar achar as pessoas", lembrou. Um dos homens, então, saiu para comprar baldes e distribuir na comunidade. "Numa hora dessas, vale tudo para ajudar. O que aconteceu ontem quarta foi um grande exemplo de filantropia".
Exames
A atividade de radioamador é licenciada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Qualquer pessoa pode se tornar radioamador, desde que preste os devidos exames. Existem algumas provas de conhecimentos técnicos, ministradas pela Labre Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão. Após a aprovação, a pessoa dá entrada, junto com a Labre, na Anatel para ter a estação de radioamador”, explica o coordenador da Rener. A licença da Anatel é dividida em três classes (A, B e C) e os radioamadores precisam respeitar as faixas de freqüência, tipos de emissão e potência permitidos à classe da certificação. Com seus equipamentos, comprados no Brasil mesmo ou no exterior, eles trocam informações via ondas do rádio 24 horas por dia, sempre prontos para ajudar. "É mais ou menos como uma sala de bate-papo ou o Twitter mesmo. Mas um é pela internet e o outro, via ondas de rádio", compara Vidal.


Aqui fica o meu agradeçimento a todos radiomadores que participarma direta e indiretamente nesta fabulosa ação de heroismo. Parabens a todos.
Materia extraida do portal G1 Globo.Com